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Mobilidade urbana: conheça os principais projetos do Brasil e do mundo

Mobilidade urbana: conheça os principais projetos do Brasil e do mundo

A mobilidade urbana passa por uma revolução liderada pela tecnologia. Conheça algumas iniciativas no Brasil e ao redor do mundo e algumas perspectivas para o pós-pandemia.

O crescimento acelerado da população em centros urbanos gera diversos problemas para a sociedade: desigualdade, déficit habitacional, atraso no saneamento básico, dificuldades na mobilidade urbana, dentre muitas outras questões.

Falando sobre mobilidade urbana, que é o assunto central deste artigo, segundo o levantamento realizado pela Quanta Consultoria, o Brasil perde R$267 bilhões por ano com congestionamentos.

No início deste ano, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) computou 18 quilômetros de engarrafamento, por volta das oito horas da manhã na cidade de São Paulo. 

Esse foi o recorde de congestionamento na capital paulista desde a quarentena decretada pelo governo estadual, em 24 de março. 

Por que, mesmo com todo esse caos e desperdício de dinheiro público, ainda é tão difícil investir em mobilidade urbana em alguns lugares?

Bom, a resposta para esta questão podem ser muitas: falta de políticas públicas e de investimentos para os ônibus, escassez de planejamento urbano e aumento do número de veículos, entre outros.

Porém, ao redor do mundo, inclusive no Brasil, diversas cidades desenvolveram e adotaram programas de mobilidade urbana para solucionar problemas nos deslocamentos de seus cidadãos. 

Vamos conhecer alguns?

5 projetos de mobilidade urbana ao redor do mundo

A maneira como nos deslocamos passa por uma revolução liderada pela tecnologia. O futuro da mobilidade urbana está baseado nos pilares do compartilhamento de veículos, na automação e na substituição de combustíveis fósseis pela energia elétrica. 

Conheça alguns projetos que foram desenvolvidos a partir desses pilares.

Rodovia para ciclistas na Alemanha

Em 2016, foi inaugurada a primeira Autobahn (auto estradas federais) da Alemanha, chamada Radschnellweg Ruhr.

É uma ciclovia em forma de estrada que permite o deslocamento de ciclistas por longas distâncias em uma estrutura ampla, contínua e integrada com cada uma das 10 cidades ao longo de sua extensão (101 quilômetros). 

Segundo os idealizadores do projeto, a RS1 pode tirar cerca de 50 mil carros das ruas por dia, além de reduzir a emissão de gás carbônico em 16,6 toneladas por ano.

Metrocable de Medellín

Em 2004, a companhia de Metrô de Medellín, segunda maior cidade da Colômbia, inaugurou o Metrocable: uma rede de teleférico de alta capacidade que conecta a malha metroviária existente às regiões mais altas e afastadas da cidade. 

Com essa iniciativa, moradores de bairros mais pobres, altos e afastados, começaram a ter mais facilidade de acesso ao centro da cidade. 

O projeto ganhou o prêmio de Transporte Sustentável em 2012. 

Pedágio urbano em Singapura

A medida busca reduzir e desincentivar a utilização do automóvel em áreas centrais da cidade, uma vez que, por meio de cobrança de pedágio, inibe o fluxo de veículos nos grandes centros urbanos. 

Esta iniciativa de mobilidade urbana existe desde 1975, sendo o país africano o precursor. Atualmente, cidades como Estocolmo e Londres também implantaram a medida, além de Nova Iorque, que converte todo o dinheiro arrecadado no metrô da cidade. 

Semáforos inteligentes de Londres

A cidade de Londres foi uma das primeiras cidades a adotar o sistema de controle de tráfego adaptativo com os semáforos inteligentes. 

Eles têm a capacidade de priorizar o transporte coletivo e as bicicletas graças a seus sensores e ainda permite ajustes às situações em tempo real.

Ele funciona assim: a partir da coleta de dados e monitoramento das vias, o dispositivo consegue detectar se um veículo está próximo ou não e decidir quando deve abrir ou fechar o sinal, priorizando sempre os transportes alternativos.

MagLev em Shanghai

Já imaginou um trem que em apenas 7 minutos percorre um trajeto de 30 quilômetros?

Um sonho que para os habitantes de Shanghai já foi realizado por meio da criação do trem de levitação magnética MagLev, que consegue atingir a velocidade máxima de 431 quilômetros por hora. Mais que um carro de Fórmula 1 (380 Km/h).

Para sua propulsão, o trem utiliza o princípio de atração e retração que se cria entre dois campos magnéticos, presentes tanto no trem quanto na pista.

Mobilidade urbana no Brasil

Aqui no Brasil, alguns passos já foram dados para melhorar a mobilidade urbana da população.

Inspirado em Medellín, em 2008, a cidade do Rio de Janeiro inaugurou o teleférico do Morro do Alemão com 4 linhas, 13 estações e 10,7 km de extensão.

Dessa maneira, os moradores dos pontos mais altos da comunidade puderam ter acesso facilitado e mais barato a outros pontos da cidade.

Atualmente, o transporte está fechado para manutenção — inicialmente de seis meses, mas que já dura cinco anos.

Em Curitiba, desde 1974 já existe o BRT (Bus Rapid Transit), um sistema de ônibus rápidos de alta capacidade que permite a integração de toda a cidade, por meio de pistas exclusivas.

Este é um dos mais relevantes projetos de mobilidade urbana no mundo, tanto que cidades como o Rio de Janeiro, Bogotá, Guangzhou e Cidade do México também adotaram o BRT em seus sistemas de transporte público.

Mudança de cenário causada pela pandemia

Uma situação completamente inesperada como a pandemia fez com que muita coisa mudasse, até a maneira como as pessoas se deslocam para realizar suas atividades. 

Neste cenário, nas capitais brasileiras a busca por carros por aplicativos cresceu, enquanto a adesão ao transporte público coletivo caiu. 

O levantamento realizado pela NZN Intelligence, em parceria com o Estadão Summit Mobilidade Urbana, mostra que cerca de 45% das pessoas mudaram a forma de se deslocar desde o início da pandemia.

O uso do carro particular aumentou em 40,2% e o deslocamento a pé ou de bike aumentou 31,6%.

Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) tenha incentivado deslocamentos a pé ou de bicicleta, e muitas pessoas tenham aderido a eles, velhos problemas de mobilidade urbana ainda atravancam o ir e vir:  calçadas pouco acessíveis para pessoas com deficiência, faltam ciclovias, iluminação pública e afins. 

Mesmo com tantas questões a serem melhoradas quando se trata de boas condições para mobilidade urbana, muita gente quer manter esses novos hábitos depois que a pandemia acabar.

Ainda de acordo com a pesquisa citada, 32,3% das pessoas pretendem andar mais a pé; 40,4% querem continuar usando aplicativos de entrega; e, para se sentirem mais seguras, 37,5% deverão seguir usando máscara e álcool em gel em locais públicos.

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