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O trabalhador do setor automotivo no pós-pandemia

O setor automotivo teve queda de cerca de 35% nas produções em montadoras. Porém, 92% dos trabalhadores continuaram empregados.

Não há como negar que a pandemia causada pelo novo coronavírus mudou drasticamente a vida de todo mundo. 

E quando falamos “todo mundo” é no sentido literal da expressão, afinal essa pandemia está acontecendo em escala global e não há um ser humano que não foi minimamente impactado por ela.

As mudanças foram muitas e as indústrias e empresas logo foram se mobilizando e se adequando para amenizar os prejuízos.

Essa adequação também precisou ser absorvida pelos colaboradores que, neste caso, precisaram transformar suas casas em seu local de trabalho.  

Novas práticas do mercado de trabalho

Há muito tempo ouvimos falar sobre transformação digital, mas esse assunto era abordado como uma tendência do futuro e que ainda estávamos iniciando esse processo.

Porém, com uma pandemia da proporção da Covid-19, não houve saída. 

Empresas que ainda não acreditavam que ser digital é importante tiveram que correr para se adaptar a uma nova realidade de digitalização de processos, home office, organização de trabalho, flexibilidade e outras mudanças.

De uma forma geral, para os colaboradores bastou aceitar as condições, afinal quem pode se dar ao luxo de perder seu emprego em um cenário tão incerto? 

O trabalhador do setor automotivo 

Automotive Business e MHD Consultoria realizaram a pesquisa “Pandemia no Setor Automotivo: Trabalho e Sentimento” e entrevistaram 754 profissionais de todas as áreas do setor automotivo.

A pesquisa abordou temas sobre rotina de trabalho, cuidado e acolhimento, qualidade de vida e perspectivas e oportunidades durante a pandemia. Nós separamos alguns dados interessantes para você:

Impacto

O setor automotivo teve queda de cerca de 35% nas produções em montadoras. Porém,  92% dos trabalhadores que responderam a pesquisa continuaram empregados.

Desses, apenas 38% mantiveram sua jornada plena e salário integral. 

Home office

85% dos colaboradores do setor automotivo que foram entrevistados entraram em regime home office. Apenas 21% ficou no esquema de trabalho híbrido, entre a rotina de trabalhar em casa e no escritório.

As mulheres foram as mais afetadas pelo home office. Isso porque 62% das trabalhadoras do setor automotivo que participaram da pesquisa adotaram o home office de forma integral.

Por isso,  foram as que mais apresentaram sintomas mais intensos de ansiedade, esgotamento mental e esgotamento físico.

Os efeitos emocionais podem ser causados tanto pelo isolamento físico quanto pela

sobrecarga gerada pelo acúmulo de trabalho remunerado e tarefas domésticas.

Dupla jornada

37% das mulheres são responsáveis por todo ou pela maior parte do trabalho doméstico em suas casas.

51% dos colaboradores do setor automotivo afirmaram sentir esgotamento físico, sendo a  prevalência maior no sexo feminino. 

As mulheres também foram as mais afetadas com o esgotamento mental, insônia, solidão ou tédio, medo ou pânico e depressão.

Questões a serem observadas no setor automotivo no cenário pós-pandemia

A pandemia causou várias incertezas, inseguranças e mudanças nos planos pessoais e profissionais de muitas pessoas do setor automotivo.

Afinal, principalmente para as mulheres (51% das entrevistadas na pesquisa), o medo de perder o emprego é muito grande.

Porém, ainda de acordo com a pesquisa “Pandemia no Setor Automotivo: Trabalho e Sentimento”, apenas 33% das empresas participantes do questionário afirmam que irão reduzir o quadro de funcionários.

A expectativa é positiva, afinal 29% vão abrir mais vagas e 38% visam manter o quadro de funcionários.

De todo modo, a atualização desses profissionais será essencial, afinal, a transformação digital é o tema que ganha maior relevância no pós-pandemia.

E junto com ela vem a transformação cultural, a diversidade, inclusão e novas oportunidades para novas lideranças.

A pandemia também trouxe algumas práticas que podem continuar a serem adotadas no pós-pandemia no setor automotivo, como:

  • Treinamentos
  • Cuidados com a saúde mental
  • Uso eficiente do tempo
  • Flexibilização

Tais práticas possuem bom potencial de produtividade, bem-estar e ganhos para ambos os lados: empresas e colaboradores do setor automotivo.

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A Metagal, líder no mercado de espelhos retrovisores, sistemas de retrovisão e no desenvolvimento de câmeras para monitoramento veicular, é um exemplo da constante busca por inovação. Há mais de 50 anos no setor, a empresa investe pesado em pesquisas, capacitação de seus profissionais e novas tecnologias.

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