O desenvolvimento da indústria automotiva e o impacto na evolução de outros setores

Para onde caminha a indústria automotiva e qual é a sua representatividade em relação a outros setores? Confira as respostas em nosso blog.

Desde a crise econômica, a indústria automotiva passou por diversos altos e baixos. Mesmo menor do que já foi em um cenário pré-recessão, o setor tem vencido dificuldades como falta de tecnologia, incentivo e por consequência, competitividade.

Isso sem mencionar as próprias mudanças de comportamento do consumidor, atualmente mais crítico, conectado e sustentável, o que também exige novos estudos de abordagem.

O termômetro da indústria automotiva atualmente

Apesar dos obstáculos, a sensação de quem participa do setor é de otimismo. Afinal, a indústria automobilística ultrapassou a sua projeção de crescimento para 2018. Mais do que atingir os 13,7% estipulados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o setor teve uma expansão de 15 a 16%, com 2,5 milhões de unidades. Para melhorar, a previsão para o ano de 2019 é de um novo crescimento, de 10 a 12%, de acordo com a montadora Ford.

Em relação aos empregos, a indústria automotiva fechou dezembro com 111,7 mil funcionários, 2,1% a mais do que o mesmo período no ano passado.

Uma pesquisa feita em 2018 pela Roland Berger Automotive Business, que entrevistou 605 executivos do setor, em sua maioria profissionais seniores, afirma que uma retomada das vendas é bastante esperada neste ano.

Dentre os consultados, 80% acredita em uma guinada nas vendas de pelo menos 5%. O levantamento também indicou que, na visão destes profissionais, as três principais medidas a serem tomadas para a melhoria neste percentual são:  aumento da produtividade, renovação de portfólio e revisão ou modernização dos processos.

Em outras palavras, é clara a necessidade de investimento em pesquisas e desenvolvimento de novas metodologias e tecnologias estratégicas, que possibilitem a produção de veículos e serviços mais conectados, práticos e sustentáveis.

A chamada indústria automotiva 4.0 e seus desdobramentos

O termo e o conceito de “indústria 4.0” foram apresentados pela primeira vez em 2011, durante um evento de tecnologia na Alemanha. Eles surgiram de pesquisas feitas por meio de uma parceria entre universidades, empresas e o próprio governo.

A iniciativa afirma que a humanidade está passando por sua quarta revolução industrial. Há 250 anos, mecanizamos as fábricas pela primeira vez; depois, aprendemos a criar linhas de montagens produtivas e, em meados dos anos 70, demos os primeiros passos rumo à automação do maquinário.

Atualmente, já estamos desenvolvendo tecnologias e tendências como inteligência artificial, machine learning, internet das coisas e o uso de Big Data.

Por conta destas inovações é que o conceito de indústria 4.0 propõe mudanças expressivas nos processos e modelos fabris. Assim, poderemos chegar cada vez mais perto do futuro: aproveitando toda a capacidade que temos à disposição.

A indústria automotiva não deve ser só parte dessa transformação, mas protagonista.  Isso porque mais do que repensar veículos e adicionar novos recursos à produção, o setor está repaginando todo o seu modelo de negócios.

Imagine uma revolução na cadeia produtiva. Além de veículos, as empresas também oferecem serviços tecnológicos que conversem diretamente com a experiência do usuário, agora mais conectado e crítico. Os dados obtidos por meio de ferramentas seriam usados na produção e uso dos automóveis.

O que isso significa? Que, aproveitando esse leque de novas oportunidades e a chance de ser pioneira em inovação, os números apresentados no início do texto tendem a crescer ainda mais.

Para manter ou expandir o crescimento nos próximos anos, as montadoras e fornecedores devem investir cada vez mais em pesquisa e capacitação profissional, dois grandes obstáculos no cenário brasileiro.

Rota 2030: um futuro com mais tecnologia e previsibilidade

A grande esperança para vencer tais dificuldades e fortalecer seu desenvolvimento é o novo programa governamental, o Rota 2030 – Mobilidade e Logística, que estimula investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias por meio de incentivos fiscais.

Ele estipula regras para a produção de automóveis nos próximos 15 anos, período dividido em três fases de cinco anos cada. Os fabricantes precisarão investir 0,8% de seu faturamento (número que crescerá até atingir 1,22% em 2022) em pesquisas tecnológicas realizadas em solo brasileiro.

Caso alcancem essa meta, terão a oportunidade de abater de 10,2 a 12% do valor em imposto de renda. O governo irá conceder até R$ 1,5 bilhão por ano de crédito tributário se a indústria automotiva investir ao menos R$ 5 bilhões anualmente em pesquisa.

Considerado um regime estruturante, o programa garante uma previsibilidade que dá base para o desenvolvimento de diversos projetos econômicos, além de assegurar modelos mais inovadores, seguros e sustentáveis, com padrão de qualidade global.

Outros pontos abordados no programa são eficiência energética, com incremento de 11% nos veículos até 2022, e a incorporação de tecnologias assistivas que possam aumentar a segurança veicular. Ainda, o regime deve estimular o desenvolvimento de mais soluções de mobilidade e capacitação profissional.

Representatividade: o impacto da indústria automotiva em outros setores

Com um novo programa de incentivo e perspectivas otimistas, a tendência é que a indústria automotiva alavanque os outros setores da produção industrial e contribua com diversas áreas por meio do desenvolvimento de novas tecnologias.

Isso porque o desempenho do setor automobilístico afeta diretamente o resto do mercado. Atualmente, ele é um dos principais empregadores e responsável por 22% do PIB industrial brasileiro. Sua capacidade de gerar demanda para diversas indústrias paralelas e gerar empregos são fatores-chave.

Dados do IBGE provam a força do mercado de automóveis no Brasil. Segundo o instituto, o aumento na produção de veículos em 2017 foi responsável por 49% de toda a expansão industrial do ano no país. Em 2018 não foi diferente e 70% do crescimento da indústria foi representado pelas montadoras.

São números expressivos que, se aproveitados, podem gerar crescimento econômico para diversas áreas dentro da indústria.

Em relação à inovação, a colaboração das montadoras e seus fornecedores já é expressiva. Além de criar novas ferramentas e tecnologias, a indústria automotiva também contribuiu com metodologias – entre os exemplos podemos citar a filosofia lean, criada pela Toyota, que foi espalhada mundialmente.

Em resumo, o crescimento da indústria automotiva impulsiona diversas outras áreas, tanto em termos técnicos quanto econômicos, e suas perspectivas incluem grandes oportunidades!

A Metagal, líder no mercado de espelhos retrovisores e no desenvolvimento de câmeras para monitoramento veicular, é um exemplo da constante busca por inovação. Há mais de 50 anos no setor, a empresa investe pesado em pesquisas, capacitação de seus profissionais e novas tecnologias.

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