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Sociedade 5.0: a tecnologia em favor da qualidade de vida

Sociedade 5.0

Na CeBIT de 2017, na Alemanha, o governo japonês apresentou o conceito de Sociedade 5.0.

A proposta é criar um novo contrato social e um modelo econômico incorporando totalmente as inovações tecnológicas da quarta revolução industrial. 

Ou seja, a ideia de Sociedade 5.0 é utilizar todas as tecnologias criadas na quarta revolução industrial (Big Data, robôs autônomos, Inteligência das Coisas, cibersegurança, realidade aumentada e outros) a favor das pessoas.

Dessa maneira, o ser humano é o ponto central da Sociedade 5.0 e o desenvolvimento de novas tecnologias tem como objetivo melhorar o bem-estar humano, a qualidade de vida e solucionar problemas sociais.

Pilares da sociedade 5.0

O conceito de Sociedade 5.0 surgiu a partir da estagnação da economia japonesa, causada por problemas desde 1986:

1986 a 1991 – bolha financeira e imobiliária do Japão

2003 – Assentamento dos preços das ações 

2008 – Crise financeira mundial

2011 – Sismo, Tsunami de Tohoku e o acidente nuclear de Fukushima

Além disso, hoje, o país também sofre com a baixa taxa de crescimento e natalidade, uma sociedade envelhecida, capacidade de pesquisa em declínio e deterioração fiscal. 

Para solucionar estes e outros problemas que impactam diretamente a humanidade, a Sociedade 5.0 é baseada em três pilares:

Qualidade de vida

A meta é que as pessoas sejam mais felizes, por isso, a tecnologia será utilizada para otimizar os trabalhos desgastantes e desagradáveis e tornar nossas vidas mais agradáveis.

Além disso, o Big Data, robôs e biogenética serão ainda mais utilizados, permitindo o aumento da qualidade de vida, desde o nascimento até a velhice.

Outro ponto sobre a qualidade de vida, é o desenvolvimento de cidades mais seguras. 

Inclusão

Hoje, pessoas com maior poder aquisitivo são as que têm mais acesso à tecnologia e consequentemente possuem uma qualidade de vida melhor que as demais.

Na Sociedade 5.0, o objetivo é construir uma sociedade menos excludente, na qual todos possam usufruir de todos os benefícios e qualidade de vida que a tecnologia oferece.

Sustentabilidade

O resultado da quarta revolução, marcada pela sociedade de consumo, foi a degradação de ecossistemas, extinção de espécies, escassez de recursos e mudanças climáticas.

Na sociedade 5.0, a sustentabilidade é o pontapé para a evolução e adoção das tecnologias. Por exemplo, a expansão das energias renováveis e a ascensão dos carros elétricos – que já começou.

O setor automobilístico na sociedade 5.0

Na quarta revolução industrial, a prioridade era o consumo, e a sociedade acompanhava a alta demanda de produção da indústria para isso.

Na sociedade 5.0, há uma inversão: agora, a indústria que deverá acompanhar e se adequar a esta nova sociedade: digitalizada e otimizada.

Sendo assim, uma saída da indústria mobilística para oferecer melhor qualidade de vida e bem-estar para a sociedade é o investimento em infraestrutura.

No Japão, por exemplo, as indústrias automobilística e de eletrônicos já estão dando os primeiros passos para esta transformação.

A Toyota, por exemplo, deixou o rótulo de fabricante de automóveis e assumiu a postura de empresa de mobilidade

Dessa maneira, hoje, fala-se em vias inteligentes que são dedicadas a veículos autônomos, que funcionam sem um motorista e utilizam recursos tecnológicos como Internet das Coisas, Nuvem, Inteligência Artificial e outros em serviço da sociedade.

Eletrificação e automação veicular

A eletrificação veicular é o futuro da sustentabilidade no setor automotivo, não é à toa que este é um dos pilares da Sociedade 5.0.

Em um dos painéis do WEB FÓRUM SAE BRASIL, o diretor de Planejamento Estratégico da HPE Automotores do Brasil, Reinaldo Muratori, afirma que “a eletrificação dos automóveis e de outros meios de transporte não tem volta”.

E para que a eletrificação aconteça em escala, segundo Bruno Ahrens, diretor de Produtos e Estratégia de Eletrificação na Robert Bosch GmbH, no mesmo painel, são necessários três pilares.

  1. Custos comparáveis aos veículos com motor de combustão interna.
  2. Autonomia.
  3. Infraestrutura para o recarregamento das baterias.

Ainda de acordo com Bruno, “o desenvolvimento do mercado de carros elétricos de passeio se dá com a existência de legislações globais e regionais de redução de emissões de carbono e incentivos fiscais para compra desse tipo de veículo”.

Empresas como a General Motors estão confiantes nessa tendência. Até 2023, a  montadora deverá lançar 20 novos modelos de carros eletrificados.

A automação veicular também tem sido muito debatida ultimamente e grandes empresas têm investido nessa tecnologia.

O sistema de frenagem autônoma de emergência da Bosh, por exemplo, é uma das tecnologias mais desejadas do Sistema Avançado de Assistência ao Motorista.

Trata-se de um sistema que consegue detectar alguns objetos, fazer classificações básicas, alertar o condutor sobre condições perigosas na via e, em alguns casos, desacelerar ou mesmo parar o veículo.

A sociedade 5.0 e as mudanças na qualidade de vida e mobilidade compõem uma realidade irreversível. Porém, os fatores ambientais também precisam ser considerados para a evolução das tecnologias e para a presença em massa de veículos elétricos.

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